Jnana yoga: Caminho ou Yoga do Conhecimento Superior

Jnana yoga

 Conforme utilizado no Bhagavad Gita, o Advaita filósofo Adi Shankara deu importância para jnana yoga como “conhecimento do absoluto” (Brahman), enquanto o Vishishtadvaita comentarista Ramanuja considerado somente o conhecimento como uma condição de devoção. [3] No Bhagavad Gita (13,3) Krishnadiz que jñāna consiste em entender adequadamente kshetra (o campo de atividade – isto é, do corpo) e kshetra-jna (o conhecedor do corpo – isto é, a alma).Mais tarde, no (13.35) Gita Krishna enfatiza que um transcendentalista deve entender a diferença entre estes dois. [4]

Jnana Yoga (Devanāgarī : ज्ञान योग; a pronúncia pode ser aproximada por jnyaana yoga”) ou” caminho do conhecimento ” [1] é um dos tipos de yoga mencionados no hindus filosofias em jñāna. sânscrito significa ” conhecimento “. [2]

Classificação dos meios

Jnana Yoga ensina que existem quatro meios para a salvação: [5]

  • Viveka – Discriminação: A capacidade de diferenciar entre o que é real / eterna (Brahman) eo que é irreal / temporal (. Tudo o mais no universo) Este era um conceito importante em textos mais até do que o Bhagavad Gita, e muitas vezes invocada a imagem de um Swan , que foi dito para ser capaz de separar o leite (ou Soma) de água, enquanto potável.
  • Vairagya – Desapego: Após a prática deve ser capaz de “desligar” ela / se de tudo o que é “temporário”.
  • Shad-sampat – Os 6 Virtudes: Tranquilidade Sama (controle da mente), Dama (controle dos sentidos), uparati (renúncia de atividades que não são funções),Titiksha (endurance), Shraddha (fé), Samadhana (perfeito concentração).
  • Mumukshutva – desejo intensamente focado para moksha , a libertação de envolvimentos temporais que se ligam um ao ciclo de morte e renascimento.

Jnana Yoga ou yoga do conheci­mento.

Como já foi dito, não há mágica no yoga. O Yoga não contradiz a razão e o Jnana Yoga não é exceção a esta regra. O Jnana Yogue percorre uma série de perguntas e respostas a fim de achar a resposta à pergunta: “Quem sou eu?” Ele vai através de várias possibilidades dizendo a si mesmo: “Isto não, isto não”, e assim segue até chegar à conclusão que ele não é o corpo, não é a mente. Finalmente ele realiza que “Tu és Aquilo” ou “Eu sou Ele”. Chegando a esse estado, ele está contente em sentar-se e contemplar seu Ser. Senta-se, submerge em si mesmo com bem-aventurança. Deus é seu próprio Ser. Nada mais permanece a não ser Deus. Ele olha com igual respeito e amor para um erudito, um próspero homem de negócios, um mendigo, a um animal, um inseto porque eles são seu próprio Ser. Um Jnana Yogue acredita que ele É, simplesmente. Ele não age em absoluto, “mesmo tocando, ouvindo, vendo, cheirando” e assim por diante. Acredita firmemente que ele nada faz e que são simplesmente os sentidos que atuam nos respectivos objetos dos sentidos.

O Jnana Yoga não é de fácil prática porque requer uma pessoa de excepcional determinação e penetração. Sua alma deve querer ir além de todas as teorias para ver a Realidade tal como ela é, pela realização de sua identificação com o Ser universal. Um Jnana Yogue é mais que um filósofo.

Uma pequena história contada por Swami Vivekananda (primeiro sanyase a visitar o Ocidente) há de verter mais luz nesse assunto:

Dois pássaros pousam sobre uma árvore. Um deles está nos galhos mais altos e o outro, nos mais baixos. O pássaro que está no galho mais alto é calmo, silencioso e majestosamente absor­vido na glória de seu próprio Ser. O pássaro que está nos galhos mais baixos come frutas doces e amargas, pula de galho em galho e se torna feliz e infeliz a cada momento. De vez em quando, ele come uma fruta excepcionalmente amarga, ficando muito aborrecido com sua vida. Então, ele olha para cima e vê o sereno e maravilhoso pássaro que não come as frutas doces nem amargas, e assim não sente as flutuações entre felicidade e infe­licidade, que nada vê além de seu próprio Ser. O pássaro de baixo suspira por essa condição mas, como todos nós, nova­mente se envolve na sua rotina diária, comendo os frutos doces e amargos. Continuamente este pássaro tem problemas e olha para o pássaro lá em cima, mas sempre retorna à sua vida roti­neira de prazer e dor, até que um dia sofre com um temporal muito forte e então faz um redobrado esforço e sobe cada vez mais alto na direção do pássaro pousado na rama mais alta da árvore.

Logo o brilho do corpo daquele pássaro envolve o outro, que sente uma mudança e começa a “fundir-se”, a unificar-se. Eleva-se ainda mais quando, afinal, entende – ao ter-se unificado totalmente – que ele sempre foi o pássaro de cima e que o pássaro que vivia em baixo era nada mais que a essência ou reflexo do pássaro que vivia no alto. O fato de comer frutos doces e amargos e chorar e ser feliz era tudo um sonho, já que durante todo o tempo o pássaro real estava lá em cima, glorioso e majestoso, acima de toda tristeza.

O pássaro de cima é Deus, Senhor deste sonho-universo, e o pássaro de baixo é a alma humana.

Cada tipo de yoga corresponde a um determinado temperamento e constituição da pessoa. Enquanto o yoga do Conhecimento é apropriado para alguns, o yoga da ação – Karma Yoga – é consi­derado mais fácil de praticar. No seguinte e penúltimo capítulo, tratar-se-á de Karma Yoga, unificação com Deus pela ação – sacrifício.

Fonte .e Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre